quinta-feira, 4 de março de 2021

Reunião ordinária remarcada

O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ilhabela anuncia que a reunião ordinária do mês foi REMARCADA para o dia 10/3/2021, às 15h30, via plataforma GoogleMeet.

Link para a reunião:
https://meet.google.com/uct-gqwi-kjf?pli=1&authuser=2

Pautas
- Edital de fomento - recursos e resultados finais
- Atualização das reivindicações dos artesãos
- Revisão do Plano Municipal de Cultura

As atas estão disponíveis em:
http://compci.blogspot.com

As reuniões do Compci são abertas e todes estão convidadxs a participar!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

ATA da 2ª Reunião Ordinária 24/2/2021

 

ATA DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PARA DISCUSSÃO DO EDITAL DE FOMENTO PELO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAIS DE ILHABELA (COMPCI), REALIZADA NO DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2021.

 

Aos vinte e quatro dias do mês de fevereiro de 2021, via google meets​  

Reuniram-se em primeira chamada, no horário das 17h com obtenção de quorum, os conselheiros:

 

Adalberto Henrique Lopes (Beto)/ Representante da Sec. Mun. de Educação

Adriano Vieira / Representante da soc. Civil

Antonio Marcos S. Batista (Gutti) / Secretário municipal da Cultura

Benedita Aparecida/ Representante da comunidade tradicional

Débora Bergamini / Rep. soc. Civil - Presidenta

Dyulie de Paula / Rep. soc. Civil 

Edvaldo Peres / Rep. sec. Mun. de turismo

Juliana Borges /Rep.. soc. Civil - secretária

Marcos de Oliveira Cardial Jr. (Kiko) / Rep. soc. Civil

Tarcisio Edson César / Rep. soc. Civil

E contou com mais de 20 ouvintes da sociedade civil convidadas via divulgação nas mídias sociais.

 

Para tratarem da seguinte pauta do dia referente ao Edital de Fomento

(221/2020) – Chamada Pública 014/2020 - Premiação de Projetos Artísticos e Culturais (Lei Aldir Blanc) – resultado habilitados e inabilitados

 

 

A secretária Juliana Borges abriu a reunião e agradeceu a presença de todos. Explicou aos comparecentes sobre a importância de discutirem sobre os resultados deste edital que atende a Lei Federal n. 14.017/2020, denominada como “Lei Aldir Blanc” e promulgada emergencialmente com o objetivo de viabilizar recursos para o segmento cultural, no período de “pandemia pelo Covid-19”, e que teve como complemento recursos do Fundo Municipal de Políticas Culturais de Ilhabela (FUMPCI).

 

Salientou que o processo de criação dos editais é algo novo para todos inclusive para a prefeitura e fez um panorama dos resultados do edital de fomento no qual foi constatado um número expressivo de projetos inabilitados (25 dos 68 inscritos), por falta de anexos.

 

Contou que o Fórum Popular De Cultura De Ilhabela (FPCI) fez uma reunião na manhã do dia 23, para escutar os participantes inabilitados e com isso foram apontados alguns possíveis erros como a falta de clareza nos anexos e possíveis falhas no sistema, servidor ou instabilidade de internet, abrindo o tema para debate. 

 

Debora explicou que pareceristas cumprem à risca o que está no edital no qual o item 6.6 indicava que propostas que estivessem sem os anexos II e III seriam inabilitados. Porém, o anexo III havia um texto que induzia ao erro, pois indicava que apenas pessoas jurídicas deveriam preenchê-la. Já o anexo II era confuso, pois o texto inicial indicava que deveria ser preenchido por núcleos artísticos (grupos e coletivos) e ficha técnica, porém compreende-se que nem todo projeto possui núcleo artístico, o que pode ter induzido ao erro também. 

 

Além disso, alguns proponentes relataram na reunião do Fórum Popular De Cultura de Ilhabela (FPCI) que, ao receberem o e-mail de comprovação de inscrição, notaram a ausência da informação que constaria o envio dos anexos e do projeto. Esta ausência de informação denotaria uma falha no recebimento deles, uma vez que todos os uploads eram obrigatórios e caso não fossem anexados não permitiriam o envio da inscrição e consequentemente não receberiam o e-mail de confirmação de inscrição.

 

Após sua fala, abriu-se aos presentes inscritos para pautarem o tema.

Motta lembrou que o Conselho respalda a Secretaria e observou que, do ponto de vista jurídico, há o prazo de recurso e ele deve ser realizado para solucionar legalmente eventuais inadequações, e relata a sensibilidade de se tratar de uma iniciativa em conformidade com a denominada Lei Emergencial Aldir Blanc que visa minimizar as consequências da paralisação do segmento cultural, em virtude da pandemia no qual se encontram sem perspectiva de trabalho. 

Aline expõe um panorama em relação às fichas de inscrição no qual fez parte da construção explicando que todos os campos de preenchimento foram formatados de forma que fossem obrigatórios justamente para não haver documentos ou informações faltantes, no qual essa obrigatoriedade não permite que a ficha seja enviada sem os mesmos. Além disso, o sistema na verdade é composto de várias plataformas que trabalham juntas para obter um resultado final para o acesso do site, no qual é composto pelo sistema do cadastro cultural gerido pela Dione, servidores como o do Google Forms que permite fazer as fichas de cadastro, servidores de armazenamento dos uploads enviados, entre outros além da internet em si. Todos esses aparatos podem conter falhas que não necessariamente seja um erro humano, e sim de funcionamento, além da instabilidade da internet do município sabido por todos.

Lembrou que toda inscrição foi confirmada com um email automático contendo todas as informações preenchidas e com upload e que se caso isso não tenha ocorrido era preciso informar no recurso com as devidas provas. 

Juliana lembra que essa lista de habilitados pode sofrer alterações conforme os recursos forem aceitos.

Naiara relata que apesar do seu caso e de outras pessoas serem devido a algum problema técnico no sistema, o objetivo não é apontar um culpado e sim solucionar o problema e sanar os danos permitindo que estes possam participar do certame.

 

A presidenta Débora pede ao secretário que leve em consideração os recursos referentes aos anexos devido a quantidade de problemas relatados e o número expressivo de participantes inabilitados.

 

Juliana compreende que a falta de anexos se deu por falta de compreensão dos anexos e por possíveis falhas no sistema conforme o relato das pessoas e reitera a solicitação da presidenta e passa a palavra ao secretário.

 

O secretário Gutti em posse da palavra, diz que o aprendizado é mútuo e elogia a dinâmica e a prestatividade do Conselho pela organização e a forma clara que se apresentam. Afirma que irá acompanhar de perto o processo dos recursos, solicitando aos responsáveis pela análise este parecer. Solicita que as pessoas que sofreram com essas questões dos anexos e falhas do sistema entrem com o recurso a tempo para que possam ser aceitos.

 

Nuno Gallo sugere que os 25 inabilitados sejam comunicados pela secretaria para que entrem com o recurso.

 

Encerrada a pauta sobre os recursos referentes aos anexos, passou-se a discutir a próxima pauta sobre o impedimento dos membros do conselho em participar do edital de fomento regido pela Lei Aldir Blanc. 

 

Débora lembra que estamos no processo de aprendizado quanto a implementação dos editais no município e que o plano inicial era ter feito isso com muito mais calma antes da pandemia quando o Fórum convidou em 2018 o especialista Guilherme Varella, profundo conhecedor da área cultural e foi Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, para criar o edital de fomento a partir de uma reunião ampla com a sociedade e a classe artística.

 

A discussão do Conselho para participar de editais foi amplamente discutida já nesta ocasião buscando legislações e orientações onde os conselheiros pudessem participar dos editais municipais, uma vez que os membros do conselho são voluntários eleitos pela sociedade civil, residentes de uma cidade com poucos habitantes e lembrando que o Conselho de Ilhabela não possui um conselho gestor do fundo municipal (que normalmente é composto por 1 membro do conselho, 1 membro da secretaria de finanças e 1 membro da secretaria da cultura) sendo esta função em Ilhabela da secretaria da cultura, Justamente para que o conselho não seja esvaziado por impedimento de exercer suas profissões como agentes culturais locais bem como participar dos editais. 

 

Atualmente, frente à pandemia, a Lei Aldir Blanc e a todo o processo aberto à sociedade civil para a construção destes editais emergenciais, Débora comentou também que pessoalmente se sente ofendida em dizer que o conselho está atuando em benefício próprio e que considerava injusta a proibição da participação dos conselheiros nesse edital da LAB.

 

Afirma que não há conflito de interesses conforme apontado no parecer da procuradoria pública do município, pois além da ampla participação da sociedade civil, tanto a secretaria e como o próprio jurídico acompanharam de perto esta construção e lembrou que existe sim a possibilidade da participação de conselheiros nos editais regidos pela LAB na maior parte dos municípios da região e de outros estados e que, se ficar estabelecida tal proibição, seria um forte motivo de esvaziamento do Conselho de Cultura, pois acha bem improvável que na próxima eleição tenham candidatos que se sujeitem a isso.

 

Menciona também que o conselho se colocou à disposição para fazer voluntariamente um trabalho árduo e altamente técnico, e que seria bem caro caso tivesse que ser contratado.

 

Salientou que é importante essa preocupação por parte da gestão pública, e que para isso é preciso encontrar mecanismos para que um conselho mal-intencionado, não possa sim se beneficiar. O jurídico deve fazer uma análise objetiva da lei e não subjetiva, mas será feito uma carta para provocar o jurídico a pensar sim esses outros aspectos. Outros controles, como audiência pública para o próximo edital. Lembrou que as reuniões do conselho são abertas e que todos tem direito de voz de igual maneira.

 

Em tempo, agradecia o Fórum Popular de Cultura pelo abaixo-assinado em favor dos conselheiros.

O secretário Gutti diz que tem o parecer interno que é o braço para fazer na legalidade. E que para os próximos editais os conselheiros não tenham esse prejuízo e se compromete buscar soluções. Ele não viu dentro da gestão pública e contratados da secretaria pessoas com clareza no assunto como a presidenta do Compci. 

 

Débora colocou que compreende que não se deve ir de contra ao jurídico, mas o que foi falado na reunião do Fórum é de que é preciso conversar e argumentar. Sugeriu que se os conselheiros não podem participar dos editais do fundo, que sejam criados outros editais pela Secretaria de Cultura, que tem orçamento de 14 milhões de reais. Seria possível destinar, por exemplo, 2 milhões de reais para editais da pasta. Projetos por editais são bem enxutos, com diretrizes claras e saem mais baratos à administração pública. É uma forma democrática de distribuir recursos e a política acontecer. A exemplo que seja 1 milhão para as comunidades caiçaras, e fazer como são os editais para os povos indígenas, que aceitam por vídeo a inscrição.

Professor Beto, conselheiro representante da secretaria de educação, fez questão de colocar que alguns conselheiros estão até ofendidos com o parecer jurídico, pois, todos desconhecem quem poderia “legislar em causa própria” e que a manutenção dessa proibição acarretará forte desprestígio do Conselho e o consequente esvaziamento do mesmo.

Em continuidade às discussões, o Sr. Tarcísio Edson César, conselheiro e representante da Associação dos Músicos de Ilhabela, comentou sobre sua indignação quanto ao parecer de que seu projeto foi considerado como de “não relevância cultural” sendo que atingiria 50 músicos, além de que não deveria estar seu nome como proponente, já que era a AMI a proponente, e ele, como conselheiro da Associação, seria proibido estatutariamente de participar de certames. 

Naiara fala como sociedade civil, trabalhadora da cultura e membra do Fórum Popular da Cultura, do seu apoio ao conselho e da tristeza pelo impedimento.

 

Aline Outa, que também participou de todo processo da implementação da LAB no município como sociedade civil, considera que independentemente de qualquer juízo, caberia uma nova avaliação da Procuradoria frente à argumentação que será apresentada pelo Conselho ao jurídico e à secretaria. Além disso, cita a importância de olhar a análise dos pareceristas sobre os projetos dos membros do conselho, pois perceberão na maioria deles a relevância cultural de seus projetos para o município, bem como sua atuação como agentes culturais locais com competência técnica, currículo artístico, além da dedicação e cumplicidade com as políticas culturais do município no qual motivou e mobilizou muitos a participarem e agradece a troca de aprendizado em todo o processo.

 

Pontua também que ao fazer vistas do processo, percebeu que o e-mail enviado pela Débora argumentando da decisão da procuradoria não foi lido pelo jurídico, pois o parecer deles é anterior à data em que foi protocolado essa argumentação.

 

Kiko Cardial traz uma reflexão geral, trazendo um panorama que, desde o início de recebimento dos royalties, ​ ​lembra do desperdício com estruturas e agora do desperdício de recursos humanos. Não quer encontrar culpado, mas sim pedir pela valorização dos que têm anos de experiências.

 

Mota lembrou que a LAB foi uma experiência nacional muito importante, e que grande parte dos municípios não impediram seus conselheiros de participarem dos editais, pois eles também foram afetados pela pandemia. E que, a seu ver, o parecer está equivocado sob o olhar dessa lei, eles precisam rever esse parecer. Argumentou que não foi o conselho que fez o edital, mas sim viabilizou e instrumentou a secretaria para que pudesse realizar os editais dessa lei emergencial. E ainda deixa a questão de como a gestão vai conseguir cumprir suas metas se o jurídico só barra as ações.

Retomando a palavra, Nuno Gallo salientou que se encontrava otimista em relação ao resultado desta discussão, por conhecer os foros (jurídico e cultural da Prefeitura de Ilhabela) tinha certeza de que, por solicitação do Secretário Marcos (Gutti) presente, os pareceres seriam revisados e os procedimentos ajustados para melhor balizamento da realidade do município. E que considera legítimo que os conselheiros participem.

A Presidente, retomando a palavra, salientou que o Conselho não procurava culpados, mas, diante de uma questão de tal complexidade, tencionava protocolar a “contra argumentação” para provocar a reflexão do jurídico e gestores do assunto, com o objetivo de aperfeiçoar o processo a médio e longo prazo, e encontramos mecanismos legais de viabilizar a participação dos conselheiros e de ter melhor controle social na construção de editais, como consultas públicas. Acrescentou que esse será o único foro em que evoluirão com o assunto, protocolando o recurso até 26 (vinte e seis) de fevereiro, data estabelecida pela Secretaria Municipal da Cultural para recebimento dos recursos. E que mesmo que os conselheiros da sociedade civil que concorreram no edital estejam chateados e considerem injustos o parecer do jurídico, não seriam tomadas ações que barrem o edital, porque ele é legítimo e irá contemplar muitos projetos relevantes para a cidade. Débora disse, ainda, que o jurídico não resolve na reunião, no diálogo e sim no papel, acredita haver atraso na homologação do edital, para que o conselho possa ter sua resposta.  Ela ainda acrescentou que em virtude da urgência da implementação da LAB, os procedimentos para liberação dos recursos aos premiados, ainda estão em formatação pelo Financeira da Prefeitura Municipal.

Recomenda mandar um e-mail geral lembrando do recurso aos inabilitados. O Secretário da Cultura, Sr. Marcos (Gutti), comprometeu-se a enviar comunicação da Secretaria aos proponentes de projetos desabilitados alertando-os para a oportunidade de formalização de recursos acerca do assunto e que, finalizado o prazo estabelecido para recebimento, analisará todos os recursos junto a sua equipe e pareceristas para melhor solução dos problemas relatados. Disse, ainda, que fará questão de que o Conselho receba a devolutiva ao recurso, mesmo que atrase o processo de homologação dos premiados. Acrescentou que, no caso de ser necessário, tal atraso pode se mostrar positivo para melhor desenvolvimento dos processos para prestação de contas.

Finalizando os trabalhos, a Presidenta agradeceu a presença de todos, confessou estar feliz e emocionada por considerar que a evolução dos trabalhos nesta Assembleia mostrou-se bastante promissora e, diretamente ao Secretário de Cultura Sr. Marcos (Gutti), agradeceu por ter se mostrado tão aberto e disponível ao diálogo. A Presidenta franqueou novamente a palavra, a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém se manifestou, deu-se por encerrada esta Assembleia pontualmente no teto de 2h de reunião, às 19h.

 

 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Convite à 3ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMPCI 3/3/2021


O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ilhabela convida a todxs para reunião ordinária. Quarta-feira, dia 03 de Março, às 15:30h , via plataforma GoogleMeet.


Link para a reunião:

https://meet.google.com/uct-gqwi-kjf?pli=1&authuser=2

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

ATA da 2ª Reunião ordinária dia 03/02/2021

ATA COMPCI

2ª Reunião ordinária dia 03/02/2021


Via google meets

Inicio às 18h término as 20h10 

Conselheiros presentes:


  • Debora Bergamini

  • Juliana Borges

  • Marcos De Oliveira Cardial Júnior(Kiko)

  • Maria Valeria Gago

  • Luiz Carlos Pichot

  • Tarcisio Cesar

  • Marcos Gutti  - Secretario de cultura

total de participantes: 26 PESSOAS


Diante das pautas apresentadas, foi exposto:


  1. ESCLARECIMENTOS SOBRE MEDIDAS DE INCLUSÃO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS NA LAB

Débora expõe como foi o trâmite a respeito do assunto e esclarece sobre o ofício enviado para o conselho. Menciona sobre a necessidade de adequação de editais específicos para a comunidade caiçara e Gutti diz alinhar com este pensamento. E propõe um grupo de trabalho que possa organizar ideias que possam contemplar as comunidades caiçaras e convida a conselheira Valéria para auxiliar.


  1. FORMAÇÃO DO GRUPO DE TRABALHO PARA REVISÃO DO REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO E DO FUNDO

Débora expõe sobre a formação de grupos de trabalho de forma setorial através do Fórum de Cultura e sugere a formação de um grupo de trabalho para revisão de regimento interno do COMPCI e do Fundo Municipal. As pessoas que se colocaram para esse GT foram: Débora, Juliana, Aline, Tarcísio, Naiara.

Foi citado para que se convide a Tina e o Catolé para fazer parte desse grupo, já que eram integrantes do antigo conselho para auxiliar.


  1. FILM COMISSION

Juliana expõe sobre o que é a Film Comission e as resoluções feitas até então sobre o assunto. Gutti explica que precisa fazer um plano de trabalho para dar continuidade ao invés de fazer um novo. 

Marcos Gutti explica que precisa fazer um plano de trabalho para dar continuidade ao invés de fazer um novo. Disse também que vai batalhar por uma parceria para que haja uma equipe local independente da SP Cine e mencionou que a film comission poderia viabilizar mais filmagens em Ilhabela e, consequentemente, gerar renda para atividades ligadas ao turismo. Menciona o contato com a Netflix para fazer outras parcerias de filmagem no município e se compromete a compartilhar as informações com o COMPCI.

Juliana menciona sobre a adequação da aprovação da Film Commission e pontua sobre a necessidade de avaliação sobre o assunto e solicita que um membro do COMPCI esteja presente nessas decisões.

Débora reitera que Juliana já foi eleita em outra reunião do conselho como representante do COMPCI na  Film Comission.


  1. ENCAMINHAMENTO DAS SOLICITAÇÕES DOS ARTESÃOS

Gutti esclarece que tem ficado em contato com os representantes dos artesãos e que estão buscando um espaço definitivo  e meios que solucionem as reivindicações feitas.

Naiara agradece o ponto de luz instalado na vila e solicita a autorização por hora da utilização de barracas próprias para proteção do sol. Gutti fala que vai verificar se pode e retorna com a resposta para os representantes.

Pichot questiona sobre o ponto de luz na praça Elvira Storace e Gutti diz que vai providenciar também.

Gutti menciona que pretende alugar um espaço adequado para os artesãos e menciona auxiliar os artesãos das comunidades tradicionais para colocar seus trabalhos. Sugere a Valéria que os trabalhos possam ficar na sala onde está ocupado pelo fundo social na vila e ela diz que será bem vindo, e menciona que não há comunicação indicativa sobre a exposição dos artesanatos locais para venda.

Gutti menciona que pretende fazer uma melhoria na comunicação de forma geral na área da cultura, inclusive da parte histórica do município. 

Juliana menciona que Nuno já havia feito este trabalho em sua gestão e que disponibilizou fotos dessas placas e ficou de encaminhar para o conselho.


  1. AÇÕES EMERGENCIAIS AOS TRABALHADORES DA CULTURA IMPOSSIBILITADOS DE TRABALHAR DEVIDO A PANDEMIA


Débora deliberou que esta pauta fosse tratada na próxima reunião já que muitos grupos de trabalho setoriais não haviam tido tempo de se organizar para apresentar as propostas.


Aline mencionou para conhecimento do secretário que foi feito um grupo de trabalho através do COMPCI, que está trabalhando há alguns meses na revisão do credenciamento dos músicos  e também informou que já foram iniciadas as propostas para auxílio da classe nessa época de pandemia e convocou mais músicos presentes na reunião para participar. Pedro, Kiko e Regina se manifestaram para que pudessem contribuir também.


Gutti mencionou que está trabalhando no credenciamento e solicitou o auxílio do Jota e disse que encaminhará pro conselho o que havia feito sobre este assunto.


Aline, Kiko e Tarcísio mencionam que entraram em contato com o Jota para que ele se somasse ao grupo, porém ele não respondeu ninguém.


Aline propõe que seja uma ação conjunta com este grupo de trabalho e não apenas com a AMI ou o Jota  para que pudesse ser algo mais democrático e contemplar todos os músicos independente de qualquer vínculo nesse momento emergencial do setor.


Débora menciona a necessidade de contemplar outros artistas além dos músicos neste credenciamento conforme reunião feita em 2019 e Gutti diz que vai estudar a possibilidade de aumentar a demanda de credenciados para outros ramos artísticos.


  1. SEMANA DA ARTE


Gutti diz que está em contato com a comunicação para conseguir melhorar a divulgação da semana da arte e da cultura em geral.

Aline, Pedro, Kiko e Juliana mencionam da necessidade de ter uma plataforma específica sobre a semana da arte e Débora solicita que haja envolvimento de alguma pessoa da Fundaci para auxiliar,  e coloca o COMPCI a disposição para auxiliar nesse processo.

Gutti disse que vai procurar uma solução para a melhor divulgação da semana da arte.


  1.  LEI DE PROTEÇÃO DE PATRIMÔNIO NA CÂMARA 

Débora solicita sobre o encaminhamento da lei e Gutti diz que precisa rever pois há impedimentos jurídicos para dar continuidade.


  1. ESCLARECIMENTOS DO EDITAL DE FOMENTO

Débora expõe sobre todo o processo da LAB no município e explica sobre a função e a importância do edital de fomento para o município. Sugere que o valor destinado ao fundo pode ser maior que os mínimo de 3% e que isso contemplaria toda a comunidade artística local para que apresentassem projetos pro município de forma mais democrática.

Débora esclareceu dúvidas pertinentes ao edital e mencionou sobre a reunião técnica que haverá na sexta junto ao financeiro e jurídico e solicita que o secretário mande uma pessoa da secretaria que acompanhará esse processo para esta reunião. 


PRÓXIMA REUNIÃO DIA 03 DE MARÇO às 15H30.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ATA da 1ª Reunião Ordinária 12/01/2021

 ATA COMPCI

1ª Reunião Ordinária 12/01/2021


Via google meets ás 15:30h


Conselheiros presentes


Adriano Viera – Suplente – Sociedade Civil

Benedita Aparecida – Titular – Comunidades Caiçaras

Débora Bergamini – Presidenta

Dyulie de Paula – Titular – Sociedade Civil

Gisele Santos – Suplente Sociedade Civil

Juliana Borges – Secretária

Kiko Cardial – Suplente Sociedade Civil

Marcos Guti – Titular – Secretaria de Cultura

Marcos Rodrigues Miranda – Suplente Fundaci

Maria Valéria Gago - Titular – Secretaria de Desenvolvimento Social

Rogerio Sá - Suplente sociedade civil

Tarciso Edson Cesar – Titular Sociedade Civil (Ami)

Total de 31 presentes.


PAUTAS

- Apresentação de plano de trabalho do novo secretário da Cultura

- Apresentação dos trabalhos do Compci realizados em 2020

- Indicações de novos conselheiros do Poder Público

- Elaboração do Regimento Interno

- Lei Aldir Blanc - pagamentos pendentes e edital de fomento

- Cadastro dos artesãos



Apresentação Marcos Guti – secretário de Cultura

Guti começou a reunião dizendo que é um grande desafio estar a frente da secretaria da Cultura e que espera fazer um trabalho de resgate da cultura. É preciso fazer um trabalho de longo prazo, e não projetos paliativos e provisórios. 

Ele falou sobre a reunião feita com os artesãos na semana passada, e que ainda não tem uma resposta definitiva para a questão da cobertura dos espaços em que as tendas foram retiradas. Ele disse, ainda, que não teve tempo hábil para fazer a transição e nem visitar todos os espaços de artesãos. 

O secretário informou que é uma determinação do prefeito de recuperar o Espaço Cultural Waldemar Belisário, que encontra-se abandonado. 


Como propostas para a cultura, Guti disse que uma das suas metas é valorizar a cultura caiçara e promover o desenvolvimento da cultura local. Ilhabela tem um rico patrimônio cultural, mas pouco explorado


Débora falou da necessidade de renovar o Plano Municipal de Cultura, que funcionará com um norte para a pessoa que estiver à frente da gestão da cultura. Além deste plano, Débora lembrou que existem outros documentos, como as reivindicações do setor cultural para a Cultura elaboradas no 1º Encontro de Cultura e também as propostas da classe cultural para cada setor produzidas pelo Fórum Popular de Cultura para durante as eleições. Débora comprometeu-se a enviar estes documentos ao secretário. 



Pauta 2 - Apresentação dos trabalhos do Compci realizados em 2020

Débora fez um resumo da trajetória desta nova gestão do Compci, que teve início em 2018, quando foi criado o Fórum Popular de Cultura de Ilhabela.


Juliana completou a apresentação, enfatizando que nos últimos dois anos, muitas conquistas foram feitas graças à participação ativa da sociedade civil e do diálogo intenso com o setor público. Disse, ainda, é impossível retroceder e que espera que este diálogo seja mantido. 


Debora reforçou a importância de a Secretaria da Cultura olhar o que é produzido dentro da cidade, em toda a sua diversidade, e defendeu que eventos não impulsionam a cultura local. 


Adriano, como artesão da praça da Bandeira há 8 anos, afirmou que os artesãos nunca deixaram de acolher ali também os caiçaras e que a ideia é sempre somar forças. 


Marcos Guti disse que o mais importante de tudo é criar um local definitivo para o artesanato, não ficar como sempre ficou ao longo dos anos. 


Em relação à revisão do Plano Municipal de Cultura, o secretário se comprometeu a realizar e disse que conta com a atuação do Conselho para priorizar as pautas para a cultura. “As diretrizes vêm do conselho e a gente executa”, ele disse. 


Guti informou também que a estrutura da secretaria de cultura muito pequena e que está procurando criar uma estrutura maior, com mais servidores. Marquinhos também disse que os editais e projetos da secretaria não serão mais repassados à Fundaci. Que não conta mais com seu setor de licitação, que tudo será pela prefeitura.


Pauta 3 - artesanato


Dyulie falou sobre a necessidade de dar andamento ao Cadastro municipal dos artesãos e trabalhadores artesanais, para se juntar dados especificos de como trabalham e como querem expor, o cadastro cultural foi mais amplo, e permitiu analisar que mais da metade dos cadastrados são artesãos. E que existem muitos nas comunidades, o que se demanda politicas específicas  a eles, principalmente no fato de não saberem comercializar suas peças. Algo que estimulem os jovens também. E precisa de um ampla duvulgação para que façam esse cadastro.


Ditinha, conselheira representante da comunidade Caiçara, fez seu apontamentos. Disse que vem participando da feirinha de artesanato desde 2001 e que a grande dificuldade dos artesãos das comunidades tradicionais é na venda, há dificuldade para trazer as mercadorias e de ficar aqui para vende-las. 


Tarcisio informou que a Comissão Técnica criada para tratar do chamamento público dos músicos está atuando e que, em breve, apresentarão os resultados. 


Nuno Gallo disse que a classe da cultura nunca esteve tão organizada em Ilhabela e que agora existem nas cidades pessoas que de fato pensam no interesse público acima do privado. O interesse publico não era o principal foco. E hoje é. Porém, não se pode esquecer a atuação dos que vieram antes, pois muita coisa já foi construída e é preciso reconhecer os méritos. 


Dyulie falou sobre a importância de se ter um programa municipal como o da cidade de SP “mãos e mentes paulistanas" para o artesão e trabalhadores manuais.  Assim que um grupo de trabalho está sendo montado.

Também lembrou de que é preciso criar espaços de feiras por toda a extensão da ilha. E que a arte precisa estar na rua , palco por excelência e é onde estão as pessoas, e não de uma quadra. Naiara disse que descentralização não significa desunião dos grupos. E a importância de aproximar a comunidade ao setor através de oficinas, por exemplo.



Catolé falou que este conselho foi eleito por voto popular e que tem uma representatividade maior. Disse que entende esta primeira reunião como uma reunião do entendimento, do diálogo, da apresentação do secretário. A prioridade, segundo ele, deve ser o planejamento dos próximos anos. É essencial realizar a conferência municipal de cultura, estabelecer as diretrizes até para facilitar o trabalho da secretaria. Importante ter servidores na cultura, não da para trabalhar no improviso. 


David San Miguel disse que participou da primeira reunião com os artesãos e que, dos 600 artistas cadastrados, 300 são artesãos, e por isso o artesanato precisa estar no centro do debate. Ele questionou sobre as obras do Teatro, que estão abandonadas, e Nuno esclareceu que de fato a estrutura já está comprometida.

Dyulie então acrescentou a necessidade do conselho conhecer o novo laudo, já que o plano de governo fala em reativação do teatro.

Mota disse que Catolé deu o Norte de como a secretaria deve atuar: realizar a conferência de cultura e revisar o Plano Municipal de Cultura, para, assim, a secretaria estabelecer seu plano de governo atual. 


Para terminar, Gisele, servidora da secretaria, informou sobre os pagamentos pendentes dos agentes culturais contemplados na Lei Aldir Blanc. Alguns pagamentos voltaram devido a erros no processamento dos dados. Todos os pagamentos foram refeitos e irão para o banco nesta semana. Se ainda assim persistirem os erros, a secretaria da Cultura entrará em contato com todos os que não receberam para resolver individualmente cada questão. Gisele ficou de enviar ao Conselho um relatório de quantos pagamentos foram devolvidos. 


A próxima reunião do Conselho foi marcada para o dia 3/2, às 18h. 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

As Inscrições dos Editais de Espaços Culturais e Fomento estão abertas!

SAIBA MAIS: https://cadastrocultural.com.br/editais/

Informativo: Lei Emergencial Aldir Blanc terá recursos liquidados em 2021


 A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura e Secretaria de Finanças desempenhou e desempenhará esforços para o pagamento de todos os artistas premiados nos Editais de Agentes Culturais e Grupos e Coletivos, ainda este ano.

Porém a medida provisória n° 1.019/2020, garante que os recursos já empenhados pelos Estados e Municípios poderão ser pagos no ano de 2021, que garante que o recurso não volte para os cofres da União e avaliza que todos os premiados serão comtemplados.
Confira a lista com os 150 selecionados completa em: https://cadastrocultural.com.br/lei-emergencial-aldir.../

Informativo: Lei Emergencial Aldir Blanc terá recursos liquidados em 2021 - Prefeitura Municipal de Ilhabela



Nova Lei COMPCI/ FUMPCI aprovada no dia 14 de Janeiro de 2020 na Câmara de Ilhabela

  LEI MUNICIPAL Nº 1.405, DE 14/01/2020 DISPÕE SOBRE O FUNDO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAIS (FUMPCI) E SOBRE O CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍT...