sábado, 31 de julho de 2021

ATA da 5ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA - 14 julho 2021 PAUTA: FUNDACI

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA - 14 DE JULHO E 2021


PAUTA: FUNDACI

Realizada via google meets, às 18h


Em reunião extraordinária convocada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais no dia quatorze de julho de 2021, esteve presidente o secretário executivo da FUNDACI, Sr. Jota. A reunião iniciou-se com a fala da presidente que informou que há tempos fazia-se necessária uma reunião para que as informações referentes à fundação fossem apresentadas. Abriu-se então a palavra para o Sr. Jota, que iniciou informando que considera inviável uma reunião de duas horas e que pretende responder possíveis questões mediante ofício protocolado pelo conselho. Na sequência ele informou que responderia às questões previamente enviadas, iniciando com informes sobre o orçamento da fundação para o exercício de 2021, que é de R$ 673.700,00 para infraestrutura, R$ 2.116.200,00 para o setor administrativo, R$ 46 mil para pequenas despesas, R$ 3.125.000,00 para a execução das oficinas culturais e R$ 304.000,00 destinados para o programa bolsa orquestra. A fala do secretário executivo seguiu afirmando que, em relação à orquestra, os músicos com muito tempo de casa demandam uma postura, mas que o valor da bolsa seguirá sendo de  mil reais.

Sr. Jota informa que o orçamento geral da fundação é de  R$ 6.265.399,00 e que esse valor é repassado mês a mês, sendo um repasse mensal de cerca de  R $517.000,00. Na sequência ele apresentou em slides, o calendário cultural da cidade com ações previstas pela Fundaci, que segue anexo a esta ata(anexo 1). Na apresentação informou que não foi possível executar o que foi pensado em função da pandemia, informou que muito do que foi planejado não foi executado. Informou, também, que a função da Fundaci é levar arte para a comunidade, a função da Secretaria de Cultura é fazer os mega eventos e trabalhar com os artistas renomados, a Fundaci mexe mais com os artistas locais. Na sequência disse que haverão chamamentos para exposições artísticas de artes visuais e para a área da capoeira.

Além do que foi apresentado no documento, informou que há uma ideia do projeto Arte é Vida, que busca contratar 30 e poucos artistas de várias linguagens para apresentarem-se nas praças.

Quanto ao conselho curador da Fundaci, ele apresentou os nomes dos membros e disse que a portaria estaria no portal da transparência. Quanto ao Conselho Fiscal, informou que não teve tempo para pegar os nomes de todos. Após a apresentação abriu-se a inscrição para perguntas.

Tarcisio questiona que a forma que a orquestra está sendo tratada fica impraticável quando se faz o que fez, que a retirada de 16 músicos ao mesmo tempo inviabiliza a sua existência. Além disso, considera desrespeitoso como os músicos foram tratados.

Naiara pergunta sobre  o prêmio do artesão e sobre as oficinas e como será a contratação dos oficineiros e perguntou por qual motivo não tem a categoria artesanato nos editais de chamamento. Jota informa que precisou tomar uma atitude em relação à orquestra e que corrigirá o chamamento para incluir os artesãos.

Jota informou, também, que tem cerca de R$770 mil reais para contratar projetos, que recebeu alguns, mas que nenhum cumpria os interesses da fundação. Ele informou, também, que conhece os processos de captação de recursos, mas que infelizmente não foi possível captar até o momento. 

Naiara pergunta se os projetos mencionados serão selecionados via contratações diretas e Jota informa que sim.  Juliana pergunta se não há propostas para a pandemia, já que era previsto que estaríamos em pandemia. Porque não foram previstas ações on-line? Jota responde que não deu tempo de planejar e que são poucos os equipamentos adquiridos para transmissão, segundo ele, o planejamento para as ações on-line não existia.

Kiko, pergunta sobre  o que acontece com o dinheiro que sobra do orçamento de 2021 e Jota informa que se houver superávit (inaudível). Erick pergunta qual é a missão e o objetivo da nova Orquestra? Disse que contribuiu muito com a orquestra, e que espera que haja carinho e respeito por todos os que fizeram a orquestra ser o que ela é hoje. Jota responde que a orquestra tem que promover “igualidade”, não dá para continuar como estava. Informa que com a nova forma de organização todos poderão concorrer para a bolsa,  os que estavam e os que não estavam na orquestra.

Débora diz que seria necessário a Fundaci apresentar junto com o plano de trabalho qual é a previsão de orçamento para as ações que se pretende fazer, que não é possível que o conselho fiscalize as ações do poder público sem essas informações. Além disso, sugere que os 770 mil sejam investidos em projetos mediante concorrência por edital, o que torna o processo mais democrático e a gestão mais transparente.

Gustavo Guerra, servidor da Fundaci, contribui para o conhecimento de todos sobre a instituição e fala sobre o histórico e sua questão jurídica, destacando que há uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas onde estão indicadas as ações que se consideram necessárias para que as questões jurídicas da fundação sejam resolvidas, entre elas, a questão dos quadros dos funcionários. Ao final, Jota se despediu de todos e a presidente finalizou a reunião agradecendo a presença de todos. 


(anexo 1 - ainda no aguardo do envio da APRESENTAÇÃO EXPOSTA PELO SR. JOTA)


CONSULTA PÚBLICA - Edital de FOMENTO 2021

 

Próxima reunião ordinária 11/04.

o arquivo É UMA MINUTA, OU SEJA, UMA SUGESTÃO.

ELE AINDA ESTÁ SOB CONSULTA PÚBLICA até dia 09/08. Está aberto para que possa ser revisado por mais pessoas, para que possam dar suas contribuições até a primeira semana de agosto.

Link para acessar o arquivo: https://docs.google.com/document/d/116qWCYANcad-j6bhf0bkBiy4nXBhSloM/edit

quarta-feira, 21 de julho de 2021

ATA da 7ª Reunião Ordinária - dia 7/7/2021

Reunião realizada dia 7/7/2021 realizada das 18h às 20h25, via plataforma Google Meet. 

 

Conselheiros presentes:

 

Marcos Guti (Secretário de Cultura)
Debora Bergamini (titular – sociedade civil – presidente)
Juliana Borges (titular – sociedade civil – secretária)
Maria Valeria Gago (Secr. Desenv. Social)
Tarcisio Edson Cesar (Sociedade Civil – AMI)
Kiko Cardial (suplente – sociedade civil)
Dyulie de Paula (titular – sociedade civil)
Adriano Vieira (suplente – sociedade civil)
E mais 15 pessoas da sociedade civil 

 

Pautas:
- Aprovação da regulamentação do Fumpci
- Revisão do Plano Municipal de Cultura
- Editais SMC 2021
- Feiras de Artesanatos
- Alterações na Lei da Orquestra Popular de Ilhabela
- Entrega do Edital de Fomento 2021

 

 

A reunião teve início com o conselheiro Tarcísio questionando as mudanças na Orquestra Popular de Ilhabela (OPI). Ele disse que convidou alguns dos músicos participantes da orquestra para participar da reunião e se queixou da falta de transparência do poder público sobre as mudanças. Disse, ainda, que muitos músicos lutaram muito para a orquestra se manter viva, trabalharam e fizeram inúmeras apresentações gratuitas e deveriam ser patronos. Disse que parece que a ajuda de custo havia caído pela metade, para apenas 500 reais, e que era um valor inviável.


Aline Outa disse que havia muita gente falando sobre as mudanças na orquestra, sobre a audição que seria realizada para os músicos serem selecionados, mas não havia informações oficiais.A Conselheira Juliana relembrou que na próxima semana haverá uma reunião extraordinária para falar sobre a Fundaci e que a pauta da OPI poderia ser aprofundada neste encontro.

 

Tiago Cavalcante Cortes, músico da OPI, contou que as mudanças foram feitas pela Fundaci sem uma explicação objetiva e sem transparência. Ele gostaria que houvesse mais esclarecimentos por parte do poder público.

 

Tarcisio mencionou que a OPI baseia-se em uma Lei que demorou anos para ser feita e que a orquestra é um patrimônio de Ilhabela e que a lei precisa ser respeitada. Juliana sugeriu para os músicos verificarem a lei da OPI e o decreto recém-publicado com as mudanças na Orquestra, e enfatizou a importância de mais músicos da orquestra participarem da reunião do Compci sobre a Fundaci.

 

 

Pauta - Editais da SMC

 

A presidenta Débora informou que foi criado um grupo de trabalho para entregar à SMC uma proposta de edital para ser realizado no segundo semestre, com recursos próprios da SMC (e não do Fumcpi).  Ela informou que o GT trabalhou muito num primeiro momento, mas de um mês para cá os integrantes não estão dando conta de dar continuidade ao trabalho devido a demandas pessoais. Ficou decidido que o arquivo seria revisado e colocado sob consulta pública para que mais pessoas pudessem dar suas contribuições até a primeira semana de agosto. Link para acessar o arquivo: https://docs.google.com/document/d/116qWCYANcad-j6bhf0bkBiy4nXBhSloM/edit

 

Débora relembrou ainda que a sugestão do edital realizado pela SMC foi proposta pelo próprio Guti e o valor total alocado seria de 2 milhões de reais. A proposta inicial seria realizar o edital para a Semana de Arte, a exemplo de 2020, mas a Secretaria alegou que poderia ter problemas jurídicos porque não tem uma plataforma para publicar os trabalhos e inclusive trabalhos da edição de 2020 não foram publicados.

 

Débora disse que como a gestão se coloca contra o edital da semana de arte, o mais sensato seria sair o edital de fomento, mas ressaltou que falta vontade para atender as demandas dos trabalhadores da cultura da cidade.

 

Mota pediu a palavra e afirmou que a Semana de Arte está prevista em lei e é preciso se fazer cumprir a lei e realizá-la. A Prefeitura não pode usar sempre como desculpa o ministério público e não realizar o que tem obrigação por lei. O Ministério Público só atua se entra com um pedido.

 

Débora explicou que no início do ano, quando os conselheiros foram desclassificados dos do edital de fomento por uma decisão do jurídico, o Petrônio, da Controladoria da Prefeitura, disse que iria denunciar todos os editais da Lei Aldir Blanc ao MP. Portanto, quem enviou os editais ao MP foi a própria prefeitura.

 

Aline sugeriu que o Conselho fizesse uma atualização das diversas demandas solicitadas à SMC por ofício pelo COMPCI e que estão sem resposta e agendasse uma reunião com a SMC para solicitar andamento.

 

Débora disse que como a gestão se coloca contra o edital da semana de arte, o mais sensato seria sair o edital de fomento, mas ressaltou que falta vontade para atender as demandas dos trabalhadores da cultura da cidade.

 

Pauta – regulamentação do Fumpci


Juliana apresentou o arquivo com a minuta de regulamentação do Fumpci, que ficou aberto para contribuições por todos os membros do conselho por um período de 30 dias.

A proposta foi colocada em votação e aprovada por unanimidade.

 

Juliana se comprometeu a fazer o envio oficial do documento, devidamente protocolado, à SMC, que na sequência enviará para o Jurídico

 

Pauta - Artesãos


A conselheira Dyulie falou como representante da Comissão de Artesanato e disse que os artesãos estão inseguros em relação ao Espaço Cultural da Vila. Ouviu-se dizer que tem um projeto para o artesanato e o Conselho solicita que seja apresentado. Segundo ela, o que tem gerado preocupações é a possibilidade de novamente tentar levar o artesanato para a quadra. O melhor lugar para o artesanato é a rua, a rua é o lugar das feiras. Não adianta colocar na quadra que não tem nenhuma visibilidade e não é uma faixa que vai mudar a situação.

 

O secretário Guti, que chegou à reunião por volta das 18h40, disse que há décadas os artesãos estão à espera de melhorias e que não seria em seis meses que o problema seria resolvido. O que ele se comprometeu a fazer é garantir um "espaço bacana" para a feira de artesanato na vila e que ele tem falado muito com o prefeito sobre isso.

Ele informou que a Secretaria está buscando alternativas e orçamentos para padronizar as barraquinhas, mas ainda não achou o fornecedor adequado. Ele pediu um pouco de calma e paciência aos artesãos, pois está prevista uma boa reforma no Espaço Waldemar Belisário e somente depois que ela for aprovada é que será possível definir onde ficará a feira. Guti sabe que é difícil esperar, mas ele está fazendo o possível.

 

Guti aproveitou a palavra para falar que obteve o ok do prefeito para seguir com o projeto de implantação de um portal para a SMC, um grande portal, com cadastro de todos os artistas e artesãos e que na semana que vem ele abriria dois processos para iniciar o processo de licitação deste projeto. Ele disse que estava à disposição para marcar uma reunião com o conselho para apresentar o projeto.

 

Naiara pediu a palavra e disse que, apesar de elogiar muito a atuação do Conselho, o secretário não consulta o Conselho, apesar de ter obrigação por lei. O artesanato precisa ser consultado quando a secretaria for planejar alguma ação para o setor, o conselho precisa ser consultado sobre todas as grandes decisões, e isso não vem sendo feito. A sociedade civil nunca é consultada. Os artesãos estão em situação de vulnerabilidade e de novo estão no escuro.

Guti respondeu que está fazendo o possível e que nem todas as decisões precisam ser comunicadas.

 

Dyulie lembrou que o poder público é poder é do povo. O prefeito é o gestor e os secretários precisam escutar o conselho, o povo, tem que contar com os especialistas. O Compci precisa ser consultado na tomada das decisões e isso está previsto em lei. Ela lembrou que temos especialistas em todas as áreas e todos estão à disposição para ter um diálogo com a gestão pública. A conselheira completou que os artistas estão em situação de grande vulnerabilidade. A artesã Rosa está fazendo uma rede para trocar artesanato por alimento. O MST está doando cesta verde e muitos artistas estão necessitados. A capoeira, maior expressão da cultura afro, não tem espaço. Ela disse que estamos todos cansados, passando necessidade, as pessoas precisam trabalhar.

 

Guti respondeu dizendo que entende a colocação de Dyulie e sabe que a situação está difícil. Porém, quem responde judicialmente pelas ações é o agente público e a administração anterior tinha muitas irregularidades.


Em relação ao bolsa-orquestra, houve redução de R$ 1.000 para R$ 500 porque os royalties tiveram 50% de queda na arrecadação. Tudo o que está fora da lei está sendo cortado. A Prefeitura iria fazer a audição nova, mas aí veio o corte de orçamento. O apoio ao Pés No Chão saiu de R$ 450.000 para R$ 240.000 e eles aceitaram.

 

Débora lembrou que o Conselho é um instrumento de participação popular e que o conselho não só pode como deve ser consultado antes da SMC tomar decisões relativas ao orçamento. Disse, ainda, que é difícil ver que as coisas estão sendo feitas sem a consulta pública prevista por lei e enfatizou que o conselho não é um lugar de disputa, mas um lugar de discussão conjunta e quanto mais o secretário ouvir o conselho, que tem integrantes super técnicos e qualificados, mais acertos a gestão terá.

 

Guti explicou que o projeto do portal da secretaria não foi licitado ainda e que está à disposição para marcar uma reunião com integrantes do conselho para apresentar o projeto.

 

Tarcisio também se manifestou sobre a necessidade do Compci ser comunicado antes das decisões serem tomadas e que a decisão específica sobre a orquestra foi um desrespeito aos músicos.

 

Guti esclareceu que o antigo Tenis Clube agora é uma nova sede da FUndaci e que lá haverá um espaço para a prática da capoeira, que já houve inclusive uma reunião com o movimento negro nesse sentido.


Victor, servidor público da Fundaci, se posicionou como cidadão. Disse que está desde 2012 na orquestra, que os músicos por muito tempo não receberam cachê para se apresentar, depois passaram a ganhar apenas 100 reais por apresentação. A Orquestra teve uma relevância muito grande, 3 CDs gravados. Ele deixou algumas perguntas para reflexão: por que reduzir o bolsa orquestra e não bolsa atleta? Se dobrar o royalty, dobra a bolsa? Disse que acha muito bom ter uma audição e defendeu que os músicos perduraram na orquestra porque não tinha formação de base. Ele ficou 20 anos na Banda Marcial, fez todo o plano de carreira que tinha disponível, do aspira ao maestro e diz que não havia músicos suficientes para fazer a renovação. Ele disse que a bolsa começou com R$ 680 em 2012 e acha inviável ser apenas 500 reais, é um valor completamente insuficiente, muitos músicos estão achando que nem vale concorrer para uma bolsa tão baixa.

 

Pauta – Conferência de Cultura


Juliana introduziu a pauta e lembrou que o Plano Municipal de Cultura, que direciona as ações na área da cultura no longo prazo, precisa ser revisto e, para isso, a Secretaria de Cultura precisa chamar uma conferência de cultura para o ano de 2021. O Compci criou um GT para articular a realização da conferência e, na última reunião o secretário ficou de indicar uma pessoa da secretaria para compor o grupo, mas não o fez.

 

Guti disse que não tem equipe no momento para compor esta comissão e que a data para realização precisa ser pensada conjuntamente. Juliana sugeriu que a secretaria contrate algum técnico com dispensa de licitação para realizar o trabalho e Guti achou uma solução mais adequada. Juliana disse que o Compci fica no aguardo da SMC definir a estratégia de como viabilizar a Conferência Municipal de Cultura e a data prevista.

 

A reunião foi encerrada às 20h15. E a próxima reunião que deveria acontecer dia 04/08, primeira quarta-feira do mês, ficou para dia 11/08 para que a consulta publica a proposta de edital ficar aberta por um pouco mais de tempo.


sexta-feira, 9 de julho de 2021

CONVITE À 5ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA 14/7/2021

 



O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ilhabela convida a todxs para reunião extraordinária. 

Dia 14/7/21, das 18h às 20h, via plataforma GoogleMeet.

Link para a reunião:

Pauta única: Atuação da FUNDACI



As atas estão disponíveis em:

As reuniões do Compci são abertas e todxs estão convidadxs a participar!

quarta-feira, 16 de junho de 2021

 Próxima reunião ordinária ficará para o dia 07 de julho, às 15h30. Pautas a serem divulgadas mais próximo da data.

Reunião extraordinária com a FUNDACI remarcada FOI CANCELADA POR FALTA DE INTERNET EM TODA A CIDADE. A NOVA DATA AGUARDA CONFIRMAÇÃO PARA DIA 30.06


 

ATA da 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DIA 02/06/2021

 ATA COMPCI

Reunião aconteceu no dia 02 de junho de 2021, realizada viaGoogle Meets, com ínicio às 18h.

Conselheiros presentes:

Debora Bergamini – Presidente 

Dyulie de Paula – Titular – Sociedade civil 
Marcos Guti – Secretário de Cultura 
Kiko Cardial - Suplente sociedade civil
Maria Valeria Gago – Repr. Secr. Desenv. Social 
Tarcísio Edson Cesar – Titular – Sociedade civil – AMI

e mais ouvintes atuantes. 

Pauta 1: Chamamento dos músicos


Aline e Tarcísio informaram que o trabalho da comissão foi finalizado e a leitura foi realizada. Carolina questionou quais serão os critérios, e Aline informou que os pareceristas serão especialistas. Débora sugere que haja a construção de critérios objetivos. Aline informa que quer fazer uma reunião com Jota para que o documento seja fechado. Assim que o debate com o secretário executivoda Fundaci for feito, ela sugere que haja uma reunião ampliada com mais músicos. Além disso, destaca que há necessidade de uma emenda na lei dos músicos, sendo que a sugestão foi lida apresentada também. Carolina questiona a forma de seleção dos músicos para as lives. Aline explica a necessidade de acelerar o novo credenciamento para resolver essas distorções. Débora sugere que seja inserido ao documento que quando a prefeitura cancelar o show 48 horas antes do evento o cachê seja pago integralmente. Uma reunião com o Jota ficou marcada para a próxima quarta, dia 09.06 às 18h. O Guti se comprometeu a fazer o agendamento. 


Pauta 2: Apresentação do Projeto da Secretaria

Vai esperar o projeto terminar para apresentar. Débora pediu que a apresentasse antes de finalizar, mas Guti insistiu que quer ter uma proposta já orçada para apresentar. Sobre os outros projetos, ele afirma que haverá Museus na Fazenda Engenho D ́Água. A fazenda será aberta a população em julho e a film comission deve ficar na fazenda em uma estrutura ao lado que será reformada. 


Pauta 3: Regulamentação do FUMPCI

O documento foi colocado em consulta e será votado na próxima reunião. 


Pauta 4: Conferência Municipal de Cultura

Foi criado um grupo de trabalho para pensar nisso, David e Mota estão nela e Guti vai indicar alguém da secretaria para que componha a comissão. 


Pauta 5: Edital Semana da Arte

O edital não tem plataforma certa para colocar o projeto, o que dificulta o encaminhamento. Guti sugere o adiantamento do edital de Fomento(esse edital é de prêmio, afirma que o recurso sairá da secretaria e que a gestão sugere que haja mesmo projetos de menor valor. Débora explica que um projeto menor não significa que mais pessoas vão participar, pois projetos maiores englobam mais profissionais. Edu reafirma a fala da Débora, dizendo que projetos maiores e menores têm objetivos diferentes. Edu pergunta porque a plataforma é importante e Guti explica que o Youtube e o Facebook “derrubam” os vídeos e que uma plataforma da prefeitura pode funcionar melhor. Carolina diz que projetos emergenciais são necessários e que os valores devem ser menores. e Tarcísio explica que mais projetos pagam mais pessoas.  Naiara atenta que deve ser pensado formas de atingir mais pessoas e pergunta porque não tem dinheiro para a plataforma se esse ano ainda temos 11 milhões. Guti disse que teve que  cortar gastos. ELe ainda  destaca que os aprovados de 2020 que precisarem de qualquer apoio da secretaria, precisam agendar atendimento. 


Pauta 6: Film Commission

Gustavo, diretor de estratégias de SPCine, (SETUR) diz que SPCine ganhou o edital e já iniciou os trabalhos de implantação da film commission. Gustavo destaca que dia 08 haverá um evento de economia criativa e convida todos. Luiz Toledo, da SPCine, diz que o longo caminho foi formalizado e que a SPCine está iniciando os trabalhos de desenvolvimento dos trabalhos 

Bruno Gomes será o responsável em Ilhabela. Caroline Golfeto, explica que há uma assessoria para implementação da organização em Ilhabela. Caroline destaca que a Film Commission é um braço dentro da gestão pública para atrair filmagens e movimentar o setor criativo da cidade. Foi apresentado o plano de implementação da film commission de Ilhabela. Luiz destaca a importância de criar um comitê consultivo para democratizar os trabalhos da comissão e diz que o apoio do COMPCI é fundamental em todo o processo. Guti destacou que as gravações no ano passado deram problemas e que é preciso fazer o processo de forma organizada. Ricardo pergunta como a organização pretende fomentar e fortalecer os trabalhadores do audiovisual de Ilhabela, pergunta também se há previsão de cursos e formações na mão de obra local. Luiz diz que havendo um profissional responsável pelo audiovisual na prefeitura aumentará a necessidade e formação local, mas neste momento o objetivo desta consultoria é implementar a film commission. Gustavo diz que a capacitação já está no planejamento da Secretaria de Turismo. Kiko diz que pesquisou o trabalho da SPCine, que achou interessante e propõe que deva ser levado em consideração, que há pessoas da área  na cidadecom anos de experiência  e que elas devem ser consultadas. Flávia Gonzaga diz que o trabalho está no início e que já é momento de debates planejados. Débora encerra a reunião informando que o documento com as medidas emergenciais elaborado pelos presidentes dos conselhos foi entregue à gestão e à Câmara de vereadores, e que no documento está presente a necessidade de lançamento de editais para a área da cultura.

Agradece a presença de todos e informa que a próxima reunião ordinária ficará para o dia 07 de julho, às 15h30. E a extraordinária com a FUNDACI , será no dia 16.06 às 18h. 


segunda-feira, 31 de maio de 2021

CONVITE À 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA 2/6/2021


O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ilhabela convida a todxs para reunião ordinária. Dia 2/6/21, das 18h às 20h, via plataforma GoogleMeet.


Link para a reunião:

https://meet.google.com/uct-gqwi-kjf?pli=1&authuser=2 


Pautas

- Apresentação do Portal da SMC

- Regulamentação do Fundo Municipal de Cultura

- Implantação da Film Commission

- Edital de Chamamento dos Músicos

- Atualização - Semana de Arte 2021


As atas estão disponíveis em:

http://compci.blogspot.com


As reuniões do Compci são abertas e todxs estão convidadxs a participar!

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Convite à reunião com a Câmara dos vereadores


 

A próxima reunião ordinária do Compci ficou para o dia 2/6, às 18h

Elas acontecem através do google meet  e é aberto a todes! 

A pauta em breve será divulgada)

ATA 5ª Reunião ordinária 5/5/2021

ATA COMPCI

Reunião Ordinária aconteceu no dia 5 de maio de 2021

Realizada das 18h às 20h25, via plataforma Google Meet. 

 

Conselheiros presentes


Débora Bergamini - titular sc/ presidente

Dyulie de Paula – Titular sociedade civil

Juliana Borges - titular sc/ secretária

Kiko Cardial - Suplente sociedade civil

Luis Carlos Pichot – Titular Movimento Negro

Marcos Guti – Secr. de Cultura

Maria Valeria Gago – Titular Secr. Desenvolvimento Social

Rafaela Fantinati – Titular Fundaci

Tarcisio Edson – Titular – Sociedade Civil

mais 21 pessoas assistindo. 

 

 

Débora abriu a reunião reportando sobre a reunião realizada entre o COMPCI, a Secretaria de Finanças e a SMC para criar um modelo de prestação de contas para o edital de fomento. Ela disse que o secretário Guti não participou porque teve um imprevisto na agenda e alguns pontos ficaram pendentes. Mas que foram aprovados os modelos de relatório e de planilha bem simplificados, baseados no Proac.

 

Pauta 1 – Apresentação da Fundaci (Jeferson Jesus, Secretario Executivo da Fundaci)

Jeferson fez uma apresentação de si e de sua trajetória nas artes de Ilhabela. Como é monitor da Fundaci há vários anos, entende o funcionamento e os processos da fundação.

 

Ele disse que de janeiro até agora, seu trabalho foi colocar a casa em ordem. Enfatizou que a pandemia impediu que muitas atividades da Fundaci fossem realizadas: as oficinas estão paradas porque a Fundação não tem uma plataforma para realizar aulas online.

 

Em relação as ações já realizadas pela Fundaci em 2021, o secretário citou a festividade de Nossa Senhora, que aconteceu de forma tímida por causa da pandemia. Jeferson comunicou, ainda, que as oficinas culturais e pequenos eventos voltarão a acontecer presencialmente no dia 31 de maio, em sistema de rodízio, seguindo os mesmos protocolos e recomendações da Secretaria Municipal de Educação. Ele citou as oficinas que serão disponibilizadas - balé, dança de rua, dança livre, teatro, xilogravura, desenho e pintura, mosaico e artesanato. Na área da música, há aulas de canto e a Bamif (Banda Marcial Fanfarra de Ilhabela).  

 

Informou que foi preciso revisar a bolsa-orquestra para adequar a lei e que 16 músicos foram desligados, para que seja possível fazer uma nova audição e dar oportunidade a todos.

 

Jeferson contou, ainda, que a Fundaci dispõe de um grande acervo de instrumentos de categoria sinfônica que não estavam sendo utilizados. Assim, decidiu-se montar Orquestra Sinfônica de Ilhabela. O prefeito aceitou a ideia e no dia 31/5, a Fundaci iniciará diversas aulas de instrumentos como trompete, clarinete, tuba, oboé e violoncelo, com a presença de 3 maestros.

 

Sobre planos para 2021, Jeferson falou de apoiar projetos para fomentar a pesquisa caiçara, mas não deu nenhum exemplo concreto. Disse que fazendo pesquisas no YT e google, há poucas informações sobre a nossa cultura. Falou também de retomar o Arte na Praça, com apresentações de artes cênicas, visuais e música. 

 

Juliana fez algumas perguntas enviadas previamente pelo Fórum Popular de Cultura. Ela questionou quais as diferenças entre a SMC e a Fundaci, que sempre gera muitas dúvidas na sociedade civil. Jeferson respondeu que a SMC cuida das grandes

contratações e a Fundaci está envolvida com bairros e comunidades.

 

Jeferson informou que a Fundaci está abrindo um novo pólo de cultura no Ato da Barra e que o Peii 2 sediará a Orquestra Sinfônica. A Bamif terá nova casa, o Espaço Waldemar Belisário.

 

Juliana perguntou como a Fundaci funciona em termos jurídicos e no que consiste a proposta de reforma administrativa. Jeferson respondeu que o estatuto da Fundaci prevê a captação de recursos externos, mas nunca nenhum gestor usou essa possibilidade, portanto, 100% do financiamento da Fundaci vem da Prefeitura.

A reforma proposta pela FGV previa que os funcionários da Fundaci fossem absorvidos pela folha de pagamentos da PMI e que tivessem um plano de carreira, que inexiste hoje. Ele disse que precisa se aprofundar mais nesta reforma, mas que buscará leva-la adiante.

 

Debora perguntou qual o orçamento anual da Fundaci e quais são os custos fixos da Fundação para folha de pagamentos e manutenção dos espaços, ressaltando que esta informação é essencial para pensar em políticas públicas, uma das funções do Compci.

 

Jeferson disse que o orçamento da Fundaci é de 6 milhões de reais e que a folha de pagamentos era por volta de 2 milhões de raeis, mas não soube precisar as outras informações. Ele se comprometeu a levanta-las e envia-las ao Compci. Ele disse que para o ano que vem, por causa dos cortes com os royalties, o orçamento cairia para 3 a 4 milhões de reais.

 

Debora perguntou, ainda, quais projetos a Fundaci pretende realizar em 2021.

Jeferson disse que pretende contratar pequenos projetos com foco no registro de tradições caiçaras, mas não deu nenhum exemplo concreto. Falou por alto em ter editais e chamamentos. Disse que a Fundaci, ao longo dos anos, financiou diversos projetos, mas quando se busca informações sobre cultura caiçara, é difícil de encontrar.


Dyulie perguntou sobre o novo Conselho curador, se já estava formado e sob quais critérios seriam escolhidos, e que no estatuto diz que parte é indicada, mas a outra parte é escolhido em assembléia entre as comissões setoriais, que não existem, então como vão proceder. Jeferson respondeu que haviam feito reunião essa semana para falar disso e vendo possíveis nomes, mas que nada estava acertado ainda. 

 

Ao ser perguntado por Aline Outa se haverá a contratação de novos monitores, Jeferson disse que não, mas que a Fundaci está aberta para receber projetos. Ele ressaltou, no entanto, que há uma grande dificuldade em contratar projetos, pois a pandemia impede que sejam realizadas ações presenciais e que a Fundaci ou a SMC não tem uma plataforma para exibir.

 

Em relação à live dos músicos, realizada pela Tribuna do Povo, Jeferson esclareceu que o novo credenciamento está sendo feito pela SMC, mas que ele irá participar. Ele reconheceu que há problemas no cadastro atual. Jeferson disse que a grande sacada da live dos músicos foi fazer com a Tribuna do Povo, que garantiu audiência que o canal já tem. Porém Aline destacou que isso não beneficiou muito aos músicos, já que cada integrante de uma banda tirou aproximadamente R$200 em cache. 

 

Juliana perguntou: “A comissão de licitação da Fundaci foi extinta e, atualmente, tudo é mandado para a Prefeitura licitar. Como uma instituição pública de direito privado, funciona licitando através da prefeitura?

Jeferson respondeu que existem mecanismos de controle – controle interno, tribunal de Contas, mas que de fato esse era um problema e ele estava buscando entender como fazer. Atualmente a Fundaci não está fazendo grandes licitações porque existe uma divergência jurídica de como isso deve ser feito.

 

Kiko perguntou como Jeferson enxerga o Compci e de que forma ele pretende dialogar com o Conselho. Jeferson disse que, para ele, o Conselho é uma soma de ideias e que ele vê com bons olhos, como forma de poder tomar decisões de forma participativa.

Kiko disse que desde o ano passado, uma comissão dos músicos vem trabalhando de forma voluntária e gratuita para pensar e elaborar um chamamento dos músicos que seja melhor, mais justo e mais inclusivo. Porém, a comissão está tendo muita dificuldade em ser recebida pelo poder público, desmerecendo tantas horas de trabalho de tantas pessoas. A última live não reúne nem 1/5 dos músicos da cidade, não teve um chamamento aberto. Ele concluiu dizendo que espera o compromisso da Fundaci e da SMC para receber a comissão e acelerar o lançamento do novo chamamento.  Aline completou a fala de Kiko dizendo que os músicos precisam ser ouvidos e que espera uma reunião com a SMC e Fundaci.

 

Débora pediu a palavra e disse estar feliz em ver essa relação com o conselho e que o poder público poderia aproveitar melhor os conhecimentos dos conselheiros e outros voluntários com experiência na cultura, como é o caso do GT dos músicos do edital de chamamento.

Respondendo ao argumento de Jeferson de que faltam vídeos e materiais sobre cultura caiçara na internet, Débora fez um convite a Jeferson para acessar os vídeos da Semana da Arte de 2020, organizada pela própria Fundaci e realizada pela SMC, que tem uma série de conteúdos de enorme qualidade, porém sem a devida divulgação.

 

Débora sugeriu uma reunião extraordinária para continuar discutindo sobre a atuação da Fundaci e os conselheiros ficaram de marcar para ainda esse mês de maio.

 

Naiara perguntou sobre a Lei 538/2007, que instaura o prêmio artesão do ano na Fundaci e perguntou por que nunca foi cumprida essa lei. Disse que, além dessa, há muitas outras leis para proteger a cultura no município e que elas deveriam ser colocadas em prática.

 

 

PAUTA 2 – Esclarecimentos edital de fomento

 

Guti pediu a palavra e esclareceu uma dúvida referente aos pagamentos da equipe dos projetos contemplados no edital de fomento. Ele disse que para comprovar o pagamento de membros da equipe basta fazer um recibo simples e o comprovante de depósito bancário na conta do colaborador. Disse, ainda, que os direitos autorais das obras pertencem são dos autores e que são cedidos à prefeitura somente o tempo de execução do projeto. Ele disse que ainda aguarda posicionamento do jurídico para saber se o prazo de execução dos projetos pode ser estendido para 2022, dado que os pagamentos ainda não caíram.

 

Guti atualizou, ainda, a questão da aprovação da rubrica do Covid, necessária para fazer os pagamentos dos beneficiados no edital. A proposta de lei ainda não foi aprovada na Câmara, pois antes teve que ir para o jurídico. Ele pediu regime de urgência e já conversou com todos os vereadores e a perspectiva é que seja votada na próxima terça-feira em regime de urgência. Sem essa aprovação, os pagamentos não podem ser feitos e, portanto, tanto os editais de fomento quanto o de espaços culturais seguem sem data prevista para o pagamento.

 

Pauta 3 – Encaminhamento da Semana de Arte

 

Guti avaliou o processo da semana de arte e, como já havia dito, da parte dele está ok realizar a Semana de Arte de 2021. Ele agora aguarda um retorno da Administração (do prefeito). O prefeito pediu para uma pessoa da sua equipe fazer o levantamento da quantidade de visualizações que os vídeos da semana de arte tiveram em 2020, pois não querem financiar projetos que não tenham alcance para o município. Pois alega que o MP leva em conta a quantidade de publico alcançada.  

 

Alessandra Thomazini falou sobre a fragilidade do setor cultural em tempos de pandemia. “A cultura está parada, não podemos trabalhar, estamos passando fome, não temos como trabalhar, não temos a entrada de recursos. A Prefeitura precisa estar ciente disso, precisamos de uma data concreta de pagamento dos editais, não dá mais pra esperar.” 

 

Alessandra também questionou sobre como foi feita a contratação da live dos músicos e como que aconteceu o apoio, já que contavam com tantos logos . Guti esclareceu que foi pago para a Tribuna do Povo o valor de R$ 16.500 para realizar o evento e que a prefeitura entrou com os equipamentos já licitados (como iluminação, transmissão e filmagem). Foram 10 horas de transmissão e 4 dias de evento.

 

Juliana fez um apelo a Guti para que ele, na condição de Secretário de Cultura, defenda a realização da Semana de Arte de 2021. Por causa da pandemia, não é possível realizar eventos presenciais e a Cultura não tem como gastar os recursos de que dispõe. Por outro lado, os artistas estão numa situação bastante vulnerável, como já foi dito, e o edital prevê premiar com 1.500 reais 250 artistas do município. Não é justo o impacto da Semana de Arte de 2020 ser medida pela audiência, uma vez que a Fundaci, que realizou o edital, não veiculou os projetos dos artistas como poderia ter feito. Mas isso não significa, de maneira alguma, que o projeto não tenha sido um sucesso. Foram produzidos 150 conteúdos originais, nas mais diversas linguagens, por artistas de Ilhabela e isso é um marco na cidade.

 

Dyulie ainda acrescentou que o MP não está preocupado com o aspecto quantitativo da cultura, quanto ao numero de publico atingido, e sim se estão atendendo aos princípios da administração publica, o LIMPE, e que a publicidade nada tem a ver com isso de quantidade e sim de transparencia. E que certamente o MP consideraria o fato de ser um processo construído coletivamente e que visa dar atenção a 250 artistas. 

Ela também pediu uma resposta do ofício dos artesãos. Guti disse que o espaço do artesão está bem adiantado, foi apresentado para o prefeito na semana passada e o projeto atual coloca a feirinha naquela rua em frente à rua do meio.

 

Débora falou que em mais de 15 anos trabalhando no setor cultural, nunca vi um momento tão ruim para a cultura. Na última reunião final do ano passado com a gestão anterior, a secretária Esmeria falou como se fosse uma coisa positiva que ela estava devolvendo 14 milhões de reais do seu orçamento porque ela tinha economizado. A gestão pública não funciona como a gestão dos recursos da nossa casa, que faz poupança. Serve para ser investido em política pública. No ano em que estamos no pior cenário dos últimos 50 anos na cultura, não parece fazer sentido guardar dinheiro público. Além do que, se esse princípio de economia funcionasse de fato, a Cultura de Ilhabela teria 14 milhões que sobrou no ano passado. Se a gente não executar o orçamento, nada garante que ele volta pra gente. Se a gente tem um orçamento que, ainda que tenha sofrido cortes, é bastante generoso, a gente precisa usar esse orçamento. E a gente vai falar com a administração. Não faz sentido que a gente tenha o orçamento e não o use no pior momento para a classe artística em muitas décadas. Imagina se a gente tivesse no Conselho de Turismo e o secretário dissesse que não vai gastar nada com o turismo para economizar –não faria qualquer sentido.

 

Guti rebateu dizendo que a administração precisa gastar o recurso, mas com responsabilidade. Guti fez uma proposta ao Conselho: no segundo semestre, já com o Fundo de Cultura regulamentado, caso a gente perceba que há sobra de recursos, ele tentará repassar parte deste valor excedente para o Fundo. Não deu certeza de que fará, mas indicou que é sua vontade.

 

Débora falou que diversos conselhos da cidade se reuniram para apresentar ações emergenciais para cada área. Uma carta com as ações seria entregue ao prefeito hoje, mas ele desmarcou. Débora enfatizou que a vulnerabilidade econômica da classe artística precisa chegar ao conhecimento do prefeito por muitos lados – pelo secretário, pela sociedade civil e por qualquer pessoa que tenha acesso a ele.

 

Com alternativa ao Edital Semana de Arte, já que existe esta incerteza em relação às visualizações dos projetos do ano anterior, Débora sugeriu que a SMC siga com o edital de fomento de 2021, que tem mais chance de se tornar realidade antes. Guti concordou com essa estratégia e Debora informou que o GT de editais do Compci iria focar nesta frente.

 

 

A reunião foi encerrada às 20h25.

A próxima reunião ordinária do Compci ficou para o dia 2/6, às 18h.


Nova Lei COMPCI/ FUMPCI aprovada no dia 14 de Janeiro de 2020 na Câmara de Ilhabela

  LEI MUNICIPAL Nº 1.405, DE 14/01/2020 DISPÕE SOBRE O FUNDO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAIS (FUMPCI) E SOBRE O CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍT...